Testes Psicológicos

Primeiramente, o estudo dos testes psicológicos alcança extrema importância por envolver material que é de uso exclusivo do psicólogo. Os testes de inteligência geral e aptidões específica foram utilizados na classificação, seleção e planejamento escolar, tanto nas escolas de primeira classe quanto em Universidades. Contudo, a partir da primeira Guerra Mundial foram destinados a todas as áreas do serviço militar, sendo aplicados em ambos os sexos. O uso de instrumentos para a avaliação psicológica, sobretudo os testes, teve início nas organizações militares, desde a Primeira até a Segunda Guerra Mundial, sendo que, nos anos seguintes, houve uma apropriação dos instrumentos pelas diversas organizações, visando “colocar o homem certo no lugar certo”.

Podemos conceituar os testes psicológicos como um instrumento padronizado que busca fornecer amostras no comportamento ou nas funções cognitivas, com o objetivo de descrever e/ou mensurar processos psicológicos em áreas como a emoção, cognição, motivação, personalidade, memória, percepção, entre outras.

Primeiramente é oportuno ressaltar que há uma diferença entre testagem e avaliação psicológica, embora possam parecer sinônimos aos olhos do público, conforme cita Urbina (2007) o uso de testes para tomada de decisões a respeito de uma pessoa, um grupo ou um programa sempre deve acontecer dentro do contexto de uma avaliação psicológica. Ou seja, a avaliação abrange a conexão de subsídios derivados de “diversas fontes, dentre elas, testes, entrevistas, observações e análise de documentos, enquanto que a testagem psicológica pode ser considerada um processo diferente, cuja principal fonte de informação são os testes psicológicos” propriamente ditos (CFP, 2013:13).

Desta forma, na década de 60, com a regulamentação da Psicologia como ciência, houve um aumento significativo de profissionais e empresas interessadas em investir na área de recrutamento e seleção, com o intuito de realizarem avaliações psicológicas “para subsidiar decisões ou diminuir dúvidas acerca das habilidades, comportamentos, potencialidades, traços de personalidade, de indivíduos ou grupos” (PELLINI, 2006:17). Pode-se dizer que, mesmo depois de anos, as avaliações psicológicas continuam sendo usadas para dar subsídio a decisões, porém em vários outros meios e contextos.

Um aspecto de grande importância que merece ser discutido é a necessidade de preservação das informações dos testes. Segundo Anastasi (2011, apud SERAFINI, et. al. pg. 57), salienta-se que o acesso do público leigo a informações sigilosas do teste pode trazer malefícios na medida em que prejudicam os resultados do instrumento, e consequentemente, o avaliado, já que os dados obtidos estarão enviesados. Por isso a importância dos testes não serem divulgados pelos psicólogos ou pessoas de outras áreas de atuação.

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